Sindicato dos Fabricantes de Equipamentos, das Empresas Fornecedoras de Produtos e Serviços de Projeto, Montagem e Manutenção de Cozinhas Industriais em Hotéis, Motéis, Flats, Restaurantes, Bares, Lanchonetes, Fast-Foods, Supermercados, Hospitais, Escolas, Clubes e Similares do Estado de São Paulo.


Notícias

Salário mínimo de R$ 622 está publicado no DOU e injetará R$47 bilhões na economia

Salário mínimo de R$ 622 está publicado no Diário Oficial da União


O decreto que define o valor de R$ 622 para o salário mínimo a partir de 1º de janeiro de 2012 está publicado na edição de hoje (26) do Diário Oficial da União. O novo valor representa um aumento de 14,13% em relação ao atual, de R$ 545. Com o reajuste, o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 20,73 e o valor pago pela hora de trabalho será de R$ 2,83.

Leia a reportagem completa.

Fonte: Agência Brasil
27/12/2011

Novo mínimo injetará R$47 bilhões na economia 28-12-2011

O aumento de 14,13% no salário mínimo a partir de 1.º de janeiro (de R$ 545 para R$ 622) vai co­locar no ano que vem cerca de R$ 47 bilhões em circulação no País, apontou ontem o De­partamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioe­conômicos (Dieese). Serão be­neficiadas 47,6 milhões de pessoas que têm seus rendi­mentos referenciados no salá­rio mínimo.

De acordo com o Dieese, o impacto do aumento será sen­tido principalemnte por servidores públicos municipais das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Previdência - Do lado do governo federal, o reajuste vai provocar um aumento de R$ 19,8 bilhões na folha da Previdência Social, ou seja, para cada R$ 1 acrescido no salário mínimo o custo dos benefícios a serem pagos cresce em R$ 257 milhões."

O peso relativo da massa de benefícios equivalentes a 1 salário mínimo é de 46% da folha da Previdência e isso cor­responde a 68,2% do total de beneficiários, afirmou o Diee­se. A contrapartida para o go­verno é um aumento estimado em R$22,9 bilhões na arrecadação tributária sobre o consumo.

O aumento de R$ 77 no sa­lário mínimo vai resultar em impactos menos expressivos na folha salarial do serviço público federal e estadual do que nos gastos dos municípios com seus funcionários. Apenas 0,97% dos servidores da União re­cebem hoje até R$ 545, valor atual do mínimo. No caso do quadro esta­dual, esse montante passa para 4,4%. Na administração municipal, porém, 12,33% dos servidores recebem até esse valor. A fatia de servido­res nessa faixa salarial é maior nas regiões Nordeste (22,65%) e Norte (l7,9%). Na atual distribuição dos postos de trabalho do País, 50,6% do total de 87.923.586 brasileiros empregados rece­bem até um salário mínimo. No Nordeste esse contingen­te chega a 73,8% dos trabalha­dores, no Norte a 63,2%, no Centro-Oeste a 45,5%, no Su­deste a 39,5% e no Sul a 37,8%.

Cesta básica - Ainda de acordo com o Dieese, o aumento de 14,1% no salário mínimo fará com que o poder de compra do piso alcance o ní­vel mais alto em mais de 30 anos. Levando-se em conta o valor da cesta básica apurado em novembro pela entidade (R$276,31), o novo piso pode­rá comprar 2,25 cestas. Essa é a maior quantidade registra­da desde 1979. Atualmente, um salário mínimo equivale a 2,03 cestas básicas.

O estudo do Dieese mostra ainda que o salário mínimo atingirá em janeiro seu maior nível histórico, com base no cálculo dos valores deflacio­nados por projeção do estrato inferior do Índice do Custo de Vida (ICV). Em 1983, o valor real do salário mínimo no País era de R$ 645. No ano passa­do, caiu para R$ 556,68.

No período que vai de 1983 até 2012, o salário mínimo atingiu o menor valor real no ano de 1995, quando chegou a R$ 284,20. (AE)