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Notícias

Academia Brasileira de Letras e a IMESP lançam o livro: Para uma história da belle époque: a coleção de cardápios de Olavo Bilac

Para uma história da belle époque: a coleção de cardápios de Olavo Bilac
Lúcia Garcia
Prefácio: Alberto da Costa e Silva
Lançamento: Sexta-feira, 25 de novembro de 2011 17 h NA Academia Brasileira de Letras
Avenida Presidente Wilson, 203 - Rio de Janeiro
 
Coedição: Editora Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e Academia Brasileira de Letras
288 páginas, Formato: 21 x 28 cm, Preço de capa: R$ 130,00

O livro Para uma história da belle époque: a coleção de cardápios de Olavo Bilac, de Lúcia Garcia, como afirma Alberto da Costa e Silva, em seu prefácio, reuniu, com gosto e rigor, o melhor da coleção de cardápios de Olavo Bilac - a mais importante de que, no Brasil, se tem notícia - revelando como padrões estéticos se iam popularizando no país, na chamada belle époque, e como, pela lista de pratos de prestígio e de festa, se afrancesavam cada vez mais as suas elites.

Bilac foi frequentador assíduo dos banquetes comemorativos de atos e iniciativas públicas, comuns ao final do século XIX e início do XX. Esses banquetes comemoravam fatos como a abertura da Avenida Central feita pelo prefeito Pereira Passos, a Convenção Sanitária liderada por Oswaldo Cruz, a Exposição Universal do fim do século XIX, entre outros. Bilac passou a colecionar os cardápios desses eventos, que possibilitaram à autora Lúcia Garcia uma seleção dos mais significativos, tendo em vista sua contextualização histórica, permitindo ao leitor conhecer, com isso, acontecimentos memoráveis da história do Rio e da belle époque.

Como ressalta Alberto da Costa e Silva, ao colecionar os cardápios dos banquetes, Bilac tinha possivelmente a consciência de que preservava com eles o pouco de uma vida que todos os dias se mudava em saudade.
Essa coleção revela o requinte e a sofisticação não só na elaboração gráfica dos cardápios como também dos almoços e jantares que reuniam a elite da sociedade carioca da época, por meio de seus políticos, escritores, artistas, jornalistas, entre outros.
o aspecto menos conhecido do poeta de maior prestígio literário do Brasil na passagem do século XIX para o XX, complementando a obra citada de Dimas, é também a do jornalista gourmet, do cronista amante da boa mesa, do poeta que se rendia à sociabilidade e à celebração do prazer gastronômico, numa celebração vívida e notória da amizade. É sobre esse Bilac, sobre sua coleção de cardápios guardada na Academia Brasileira de Letras, apresentada pela primeira vez um conjunto, de que trata também este livro.
Bilac, mais conhecido como o expoente da poesia parnasiana no Brasil, foi um grande cronista de seu tempo, faceta esta revelada por Antonio Dimas, em sua obra, Bi/ac, o jornalista. Em suas crônicas, publicadas na imprensa carioca e paulista, entre 1890 e 1910, constata-se que Bilac não foi tão somente um formalista, alienado de seu cotidiano. Ele presenciou e se bateu pela modernização do Rio de Janeiro, reconhecendo a necessidade de que nossa cidadania chegasse mais cedo e fosse mais longe [1].
[1] Antonio Dimas, in Bi/ac, o jornalista, 3 volumes, Imprensa Oficial/Edusp, Editora da Unicamp, São Paulo, 2006

  
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